FOTO: VALDO LEÃO/SECOM

 

A pesquisa “Análise metagenomica do viroma na neoplasia peniana”, desenvolvida pela Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), apontou que 55% dos casos de câncer de pênis em estágio avançado, diagnosticados na unidade, entre 2013 e este ano, estão diretamente ligados ao Papilomavirus Humano (o HPV).

A doença é considerada rara entre as neoplasias malignas e, por isso, é pouco debatida. “Vamos aproveitar o período do Novembro Azul para tratar da problemática e estimular os homens a buscarem a prevenção”, destacou a diretora-presidente da Fundação, engenheira biomédica Ana Paula Lemes. Vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), a FCecon é referência em tratamento de câncer.

Outros fatores relacionados, conforme os resultados preliminares do estudo, são a baixa condição socioeconômica, o envelhecimento e ter desenvolvido fimose (incapacidade de exposição da glande), que pode dificultar a higienização.

Os resultados serão divulgados na 4ª edição do Congresso Pan Amazônico de Oncologia, um dos principais eventos da área, organizado pela instituição de referência, e que acontece entre os dias 22 e 25 deste mês, no Hotel Intercity Manaus. As inscrições podem ser feitas no sitewww.panamazonicodeoncologia.com.br .

O estudo abrangeu 37 homens diagnosticados com câncer de pênis na FCecon e que sofreram amputação parcial ou total do membro, entre os anos de 2013 e 2017 (até julho), quando passaram por tratamento especializado. A análise preliminar também mostrou que a mortalidade por esse tipo de neoplasia maligna, quase que dobrou no período, passando de 0,3 para 0,6%.

Os dados fazem parte do projeto de doutorado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da farmacêutica da FCecon, Valquiria do Carmos Alves Martins, orientada pela doutora Kátia Torres, diretora de Ensino e Pesquisa da Fundação.

Kátia explica que o projeto científico foi desenvolvido em várias etapas, entre elas, a que incluiu a coleta de dados com a participação de acadêmicos da área da saúde, através do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic/FCecon). O estudo utilizará, nas próximas fases, uma metodologia avançada de biologia molecular, denominada Metagenômica, que permite, inclusive, a análise de organismos não cultiváveis em laboratórios.

A técnica viabilizará o sequenciamento do DNA, possibilitando o cruzamento das características, com um banco de dados internacional. “Assim, poderemos saber quais outros vírus, além do HPV, têm relação com o desenvolvimento do câncer de pênis nos pacientes da nossa região”, destacou. O estudo tem a participação de uma das maiores unidades de referência em cancerologia do país: o A. C. Camargo Cancer Center, situado em São Paulo (SP).

Outros dados – Cerca de 70% dos casos analisados são de moradores do interior do Amazonas. Outro dado relevante, segundo Torres, é a idade dos pacientes amputados que varia de 26 a 94 anos, o que demonstra que a doença também vem atingindo pessoas jovens. “O câncer de pênis leva, pelo menos, cinco anos para se desenvolver. Isso demonstra que os pacientes têm buscado atendimento médico tardiamente, quando a doença já está em estágio avançado”, frisou.

Prevenção – O gerente do Serviço de Urologia da FCecon, Dr. Thiago Padilha, explica que a prevenção à doença pode ser feita, principalmente, através da higienização diária. A limpeza do pênis também deve ocorrer nas relações sexuais. “Para evitar problemas futuros, é importante que as crianças criem o hábito da higienização desde cedo, de forma que isso se torne uma rotina”.

Outra indicação, segundo o especialista, é a cirurgia de fimose (quando a pele de prepúcio é estreita ou pouco elástica e impede a exposição da cabeça do pênis, dificultando a limpeza adequada), um procedimento simples e que, na maioria das vezes, dispensa a internação. “Chamamos a atenção para a importância do uso da camisinha durante as relações sexuais, que pode ajudar a evitar o contágio por HPV, além de outras doenças sexualmente transmissíveis”, explicou. 

A pesquisa “Análise metagenomica do viroma na neoplasia peniana”, desenvolvida pela Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), apontou que 55% dos casos de câncer de pênis em estágio avançado, diagnosticados na unidade, entre 2013 e este ano, estão diretamente ligados ao Papilomavirus Humano (o HPV).

A doença é considerada rara entre as neoplasias malignas e, por isso, é pouco debatida. “Vamos aproveitar o período do Novembro Azul para tratar da problemática e estimular os homens a buscarem a prevenção”, destacou a diretora-presidente da Fundação, engenheira biomédica Ana Paula Lemes. Vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), a FCecon é referência em tratamento de câncer.

Outros fatores relacionados, conforme os resultados preliminares do estudo, são a baixa condição socioeconômica, o envelhecimento e ter desenvolvido fimose (incapacidade de exposição da glande), que pode dificultar a higienização.

Os resultados serão divulgados na 4ª edição do Congresso Pan Amazônico de Oncologia, um dos principais eventos da área, organizado pela instituição de referência, e que acontece entre os dias 22 e 25 deste mês, no Hotel Intercity Manaus. As inscrições podem ser feitas no sitewww.panamazonicodeoncologia.com.br .

O estudo abrangeu 37 homens diagnosticados com câncer de pênis na FCecon e que sofreram amputação parcial ou total do membro, entre os anos de 2013 e 2017 (até julho), quando passaram por tratamento especializado. A análise preliminar também mostrou que a mortalidade por esse tipo de neoplasia maligna, quase que dobrou no período, passando de 0,3 para 0,6%. 

Os dados fazem parte do projeto de doutorado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da farmacêutica da FCecon, Valquiria do Carmos Alves Martins, orientada pela doutora Kátia Torres, diretora de Ensino e Pesquisa da Fundação.

Kátia explica que o projeto científico foi desenvolvido em várias etapas, entre elas, a que incluiu a coleta de dados com a participação de acadêmicos da área da saúde, através do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic/FCecon). O estudo utilizará, nas próximas fases, uma metodologia avançada de biologia molecular, denominada Metagenômica, que permite, inclusive, a análise de organismos não cultiváveis em laboratórios.

A técnica viabilizará o sequenciamento do DNA, possibilitando o cruzamento das características, com um banco de dados internacional. “Assim, poderemos saber quais outros vírus, além do HPV, têm relação com o desenvolvimento do câncer de pênis nos pacientes da nossa região”, destacou. O estudo tem a participação de uma das maiores unidades de referência em cancerologia do país: o A. C. Camargo Cancer Center, situado em São Paulo (SP).

Outros dados – Cerca de 70% dos casos analisados são de moradores do interior do Amazonas. Outro dado relevante, segundo Torres, é a idade dos pacientes amputados que varia de 26 a 94 anos, o que demonstra que a doença também vem atingindo pessoas jovens. “O câncer de pênis leva, pelo menos, cinco anos para se desenvolver. Isso demonstra que os pacientes têm buscado atendimento médico tardiamente, quando a doença já está em estágio avançado”, frisou.

Prevenção – O gerente do Serviço de Urologia da FCecon, Dr. Thiago Padilha, explica que a prevenção à doença pode ser feita, principalmente, através da higienização diária. A limpeza do pênis também deve ocorrer nas relações sexuais. “Para evitar problemas futuros, é importante que as crianças criem o hábito da higienização desde cedo, de forma que isso se torne uma rotina”.

Outra indicação, segundo o especialista, é a cirurgia de fimose (quando a pele de prepúcio é estreita ou pouco elástica e impede a exposição da cabeça do pênis, dificultando a limpeza adequada), um procedimento simples e que, na maioria das vezes, dispensa a internação. “Chamamos a atenção para a importância do uso da camisinha durante as relações sexuais, que pode ajudar a evitar o contágio por HPV, além de outras doenças sexualmente transmissíveis”, explicou.

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