Publicado em: 20 de Setembro de 2017 17:47

Desde julho deste ano, quatro empresas de Manaus passaram a viver uma experiência que promete, aos poucos, mudar o conceito de consumo energético na capital amazonense.

Coliseu Pizzaria foi o primeiro empreendimento interligado no atual projeto da Cigás
Foto: Divulgação

Através do fornecimento de gás natural canalizado, três restaurantes e uma lavanderia, localizados no Conjunto Vieiralves e na Avenida Djalma Batista, passaram a usufruir das vantagens advindas com a utilização do novo combustível. Para os representantes destes empreendimentos, o resultado é unânime: tudo ficou mais fácil e barato.

O que antes dependia de estoque, agora funciona com fornecimento contínuo. O abastecimento, outrora feito através de caminhões pesados, hoje é discreto e subterrâneo, com menos riscos. Tudo isso com pagamento somente após consumo e economia evidente em comparação ao combustível que foi deslocado. Gerente comercial da Lavanderia Atlanta, na Rua Pará, Michel Arakian destaca o fim da preocupação quanto aos reabastecimentos.

“A primeira coisa boa (do fornecimento canalizado) foi o espaço. Como trabalhávamos com outra empresa, usávamos o botijão. Agora, vamos usar o antigo espaço dos botijões para fazer melhorias na nossa empresa. Quanto ao gás natural, não tenho mais preocupação de ligar para reabastecer, já que (o fornecimento) é canalizado”, detalhou Arakian. “Sem contar que, nesse primeiro mês, notamos uma diferença de preço. Uma economia de 25%”, revelou.

Na Pizza Hut da Avenida Djalma Batista, a gerente de área Silvana Silva observou a diferença do gás natural até mesmo no resultado final do produto. “A pizza está saindo com aparência melhor, sem aquele queimado. Antes, a gente tinha que ficar regulando o tempo todo o outro gás. Não precisamos mais”, destacou. “Nos primeiros 21 dias de consumo, acho que economizamos uns 40%. Fora que não temos mais a preocupação de fazer o abastecimento”, pontuou.

Proprietário da Coliseu Pizzaria, o empresário Mauro Kariya celebra o fim do stress. “A implantação foi bem tranquila, a gente não teve stress com questão de obra. Quanto à utilização, uma coisa que percebo é a qualidade do gás, que é mais limpo. E na segurança, foi explicado que ele é mais leve, e que sobe (para a atmosfera) se houver vazamento”, detalhou Kariya.

O restaurante Maná, na Avenida Djalma Batista, também já vive a experiência do fornecimento de gás natural canalizado. Em todo o Conjunto Vieiralves e região, são 17 restaurantes ou cafés, nove condomínios residenciais ou hotéis e duas lavanderias com contrato assinado junto à Companhia de Gás do Amazonas (Cigás). O fornecimento a todos esses estabelecimentos se dará ao longo dos próximos meses.

A Cigás possui 95 quilômetros de rede de gás natural canalizado em Manaus, que atualmente atende 60 clientes, sendo 12 termoelétricas, 35 indústrias, 5 postos de combustíveis e 8 estabelecimentos comerciais. Em julho deste ano, a Companhia comercializou um volume total de 3.057.303 m³/dia, com um aumento de 7% quando comparado com a média do mês anterior.

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