Por volta das 23h, da sexta-feira 05/1, morreu o jornalista e escritor Carlos Heitor  Cony aos 91 anos. A causa da morte foi falência múltipla, ele estava internado desde 26 de dezembro no Hospital Samaritano, no Rio.  O escritor ocupava desde de 2000, a terceira cadeira da  Academia Brasileira de Letras (ABL).

Heiltor teve uma  longa carreira como jornalista,  que iniciou em 1950, passando pelos  principais jornais e revistas do país ao longo das últimas décadas,  era considerado um dos maiores escritores brasileiros vivos.

Cony nasceu em 14 de março de 1926, em Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio de Janeiro, e fora considerado “mudo” pela família até os quatro anos de idade. Em 1941, quando já estava com 15 anos, uma cirurgia poria fim ao problema. De 1938 a 1945 ficou no Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio Comprido. Saiu aos 19 anos antes de ordenar-se padre.

 Em 1952, entrou para o Jornal do Brasil e mais tarde foi redator do Correio da Manhã. Foi preso diversas vezes durante a ditadura militar e chegou a refugiar-se na Europa e em Cuba. Na volta ao Brasil, entrou para a Manchete, onde atuou também no departamento de teledramaturgia, participando de projetos como as novelas A Marquesa de Santos e Dona Beja.

Como escritor foi premiados com diversos romances  como “O ventre” (1958), “Pilatos” (1973), “Quase memória” (1995), que vendeu mais de 400 mil cópias, e “O piano e a orquestra” (1996). Com os dois últimos, ganhou o prêmio Jabuti, Cony escreveu coletâneas de crônicas, volumes de contos e criou novelas para a TV. Segundo a ABL, com o golpe militar de 1964, foi preso várias vezes e passou um período na Europa e em Cuba.

Foi comentarista de rádio, função que exerceu até o fim da vida, na CBN, Cony deixou esposa e três filhos.

 

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