Foto Aguilar Abecassis

Governo do Amazonas aumentou em 40% aquisição de alimentos por meio do Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme)

Com abastecimento em dia, o Governo do Amazonas, por meio da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), aumentou em 40% o investimento no Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme), que completa a necessidade de alimentação da rede estadual de ensino da capital e do interior. Em 2018, a ADS, por determinação do governador Amazonino Mendes, vai investir um total de R$ 62 milhões na compra de produtos regionais para abastecer escolas da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc).

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Além dos produtos regionais, a alimentação escolar, que beneficia 445.731 estudantes de 599 escolas da capital e interior, conta com produtos secos perecíveis, como arroz e feijão, que são adquiridos com recursos estaduais e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). No Centro de Distribuição coordenado pela Seduc, há estoques disponíveis para até julho deste ano.

De acordo com o presidente da ADS, Lúcio Flávio do Rosário, o Preme é responsável por disponibilizar à Seduc cerca de 50 itens relacionados aos alimentos perecíveis, como frutas, legumes, peixes e carnes, para serem utilizados na alimentação escolar de 245 unidades na capital e 64 na Região Metropolitana de Manaus (RMM). Com a ampliação das aquisições, o número de produtores beneficiados no estado saltou de 200, no ano passado, para 600 este ano.

Por semana, são redistribuídas 200 toneladas do Centro de Distribuição (Cross Docking) do Preme/ADS, localizado na avenida Torquato Tapajós, bairro Flores, zona centro-sul, às unidades educacionais.

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“Nós trabalhamos no ano passado com um valor de R$ 37 milhões e este ano, por determinação do governador e entendimento da Secretaria de Educação com o sistema da Secretaria de Produção, a gente passou para R$ 62 milhões. E com isso, nós estamos operando aqui na logística cerca de 200 toneladas por semana”, explicou Lúcio Flávio, reforçando que os produtores-fornecedores dos alimentos abastecem o Cross Docking nas segundas e terças-feiras, redistribuindo para as escolas públicas na quarta.

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“Na segunda e terça, associações, agroindústria, cooperativas, fazem entregas no nosso depósito de coletas dos produtos que nós solicitamos de acordo com a demanda da Seduc. Aqui é feita uma inspeção. Aqueles produtos que não estão em boa qualidade, é comunicado aos produtores e retornam para fazer a troca para levar um produto de boa qualidade na quarta”, completou.

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De acordo com a gerente de alimentação escolar da Seduc, Socorro Medeiros, o Centro de Distribuição coordenado pela secretaria, localizado na avenida Cosme Ferreira, zona leste, responsável pela distribuição dos alimentos secos, como arroz, feijão, está com a capacidade completa, podendo atender todas as escolas da capital amazonense pelos próximos quatro meses. Toda a capital amazonense foi abastecida com a merenda escolar regularmente, conforme a gerente.

“Já atendemos a capital, 100%, para os 20 dias letivos. Antes dos 20 dias, vamos entrar com a segunda cota. Nós temos merenda aqui no depósito para abastecer até julho, a capital. O Governo já está investindo em mais compra, que estamos recebendo gênero aqui nesse depósito. São 50 itens que nós distribuímos e 48 pela ADS, que vão desde peixe, abóbora, polpa de fruta, legumes”, informou Socorro.

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Com mil estudantes, 50 professores, 24 salas de aula, a Escola Estadual de Tempo Integral Bilíngue Djalma Batista, na avenida Rodrigo Otávio, bairro Japiim, zona sul, está com o abastecimento da alimentação escolar regularizado, conforme o gestor da unidade, Orlando Moura. “As aulas começaram dia 15 e aqui está tudo às mil maravilhas. Com a atenção da Seduc e do Governo do Estado, a alimentação tem chegado para a gente sem nenhum problema. O cardápio é acompanhado de uma nutricionista com todo o cuidado. É uma comida balanceada para atender as necessidades das crianças”, comentou.

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A Escola Estadual Marechal Hermes, bairro Nova Esperança, zona oeste, está com o abastecimento de merenda escolar regular. A alimentação desta quinta-feira servida aos 339 estudantes do período matutino foi mingau de abóbora com farinha de tapioca. A informação foi confirmada pelo professor da unidade, Daniel Costa, 34. “A escola segue um rigoroso padrão de consumo nutricional. Está bem abastecida. As crianças estão sendo bem alimentadas. Eu dou aula na escola há dois anos e sempre vi abastecida”, disse o professor.

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A estudante Elen Letícia, 14, do 9º ano do ensino fundamental, disse que a alimentação servida na Marechal Hermes é de qualidade. “Está ótimo. Hoje foi servido mingau de jerimum com tapioca e está uma delícia. Sempre foi uma delícia e os alunos gostam”, frisou a aluna.

Ao todo, a Seduc vai aplicar na merenda escolar em 2018 mais de R$ 132 milhões em todo o estado amazonense.

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A Seduc disponibilizou aos 61 municípios recursos para a aquisição da merenda escolar na própria cidade, transferindo o dinheiro para as Coordenadorias Regionais dos Municípios. Conforme a Seduc, para os meses de fevereiro, março e abril, um montante de R$ 5,8 milhões será distribuído em etapas para os municípios, conforme a proporção de alunos. A medida se dá em razão da conclusão do processo licitatório para a logística de distribuição, em sua totalidade, de merenda escolar em todo o interior.

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