Fotos: Lucas Silva / Arquivo Semcom

Como mais uma medida da Prefeitura de Manaus para incentivar a locomoção sustentável e também a prática de esportes e lazer, o projeto de bicicletas compartilhadas Manôbike já contabiliza mais de 13 mil viagens realizadas. Quase 7,5 mil pessoas estão cadastradas no sistema, que teve sua primeira ampliação e expansão no número de estações este ano, saindo de 11 para 15.

“Foi uma proposta acertada e que caiu no gosto da população. As estações de bicicletas compartilhadas facilitam os deslocamentos no centro da cidade, seja para o trabalho, estudo ou lazer. Além disso, é um transporte sustentável, não poluente e que visa a melhoria na qualidade de vida dos cidadãos”, afirma o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.

O Manôbike tem patrocínio local da Hapvida e para segurança, conforto e melhor mobilidade aos ciclistas, a Prefeitura de Manaus implantou 14,5 quilômetros de ciclorrotas, com sinalização horizontal e vertical, num grande quadrilátero no Centro. Vale destacar que as ciclorrotas indicam a presença e a preferência da bicicleta.

Essa alternativa tem sido uma solução adotada por várias cidades para projetos de ciclomobilidade, sendo um modelo mais simples, fácil de implantar e com pouco impacto viário. Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Aracaju, Vitória, Curitiba e, agora, Manaus, possuem ciclorrotas.

A ampliação do sistema possibilitou novas estações na rua Ramos Ferreira, esquina com Major Gabriel; avenida Sete de Setembro, no final da ponte de ferro; no Terminal da Constantino Nery – T1, próximo da Leonardo Malcher; e no Terminal da Cachoeirinha – T2, na avenida Manicoré, esquina com Carvalho Leal. A estação que funcionava antes na rua Miranda Leão foi transferida e está implantada agora na Praça da Matriz, mais próximo do terminal.

“Percebemos a conscientização da população de usar a bicicleta como veículos sustentáveis e de lazer. Recentemente, incluímos nas rotas do projeto terminais de integração e estudamos a expansão para locais como Universidade Federal do Amazonas, Ufam, e Ponta Negra”, explica o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), engenheiro Claudio Guenka.

A ideia seria conectar os pontos Centro-Ponta Negra-Aleixo à futura rota, de forma segura.

Como funciona?

O sistema funciona de segunda-feira a domingo, das 6h às 23h, para retirada do equipamento, e 24h para devolução. No site www.manobike.com.br, o usuário pode se cadastrar e conhecer mais detalhes do projeto. O Implurb é o órgão que gerencia o contrato de Termo de Cooperação com a empresa responsável pela operação, manutenção e logística do projeto. Não há ônus para o Poder Público.

Após cadastro no aplicativo e/ou no site (www.manobike.com.br), o usuário da Manôbike tem a opção de adquirir o passe mensal (R$ 10) ou diário (R$ 5), e não paga valor adicional desde que use de acordo com as regras do projeto. De segunda a sábado, o uso pode ser de 60 minutos ininterruptos, quantas vezes por dia o usuário desejar, desde que respeite o intervalo de 15 minutos entre as viagens. Aos domingos e feriados, o uso passa a ser de 90 minutos.

As estações da Manôbike funcionam alimentadas por energia solar e são interligadas via sistema de comunicação sem fio, redes 3G e 4G, permitindo que estejam conectadas 24 horas por dia.

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