Em 2016, dos 6.280 veículos roubados e furtados, 3.899 foram recapturados, o que representa 62% de bens reavidos. Os dados são do setor de estatística da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. A maior parte dos roubos e furtos ocorreram nas zonas leste, norte e sul. A maioria dos furtos ocorrem durante a madrugada e os roubos à noite, geralmente entre sexta e sábado e quando a vítima está chegando ou saindo de sua residência.

Entre os dias 23 e 30 de outubro, 152 veículos foram roubados e furtados. Deste número, 82 foram recapturados, o que representa de 53,9% de saldo positivo das investigações policiais. O delegado Rafael Allemand, titular da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (Derfv), ressalta que o primeiro passo que a vítima deve efetuar após o ocorrido é fazer o Registro de Ocorrência de Roubo e Furto. A partir do Registro, a placa do veículo estará inserida imediatamente no sistema da Delegacia e do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), permitindo que o veículo seja identificado em qualquer blitz da capital e interior do Estado.

O Detran-AM dispõe também de 12 placas de sinalização espalhadas na principais saídas da cidade, cujas características e placa do veículo são inseridas e ajudam nas investigações. “Após o registro, a vítima é ouvida e iniciam as investigações para recuperar o veículo”, destacou Rafel Allemand.
 
Também de acordo com o titular da Derfv, cerca de 20% desses registros não configuram roubo e nem furto. Em muitos casos, a pessoa faz uma venda mal feita e o comprador não paga ou não arca com as prestações. “O vendedor, vendo-se em uma situação delicada, faz o registro de roubo ou furto para quando o veículo cair em uma blitz seja apreendido e, consequentemente, tenha acesso ao bem”, ressaltou Allemand. Ao realizar o registro com essas intenções, a vítima pode responder por falsa comunicação de crime. Nestes casos, a vítima deve agir judicialmente, por meio da vara cível.
 Há vários tipos de roubos e furtos. Os de difícil recuperação são os realizados por quadrilhas especializadas. Essas quadrilhas geralmente buscam veículos encomendados que, em sua maioria, serão levados para desmanches para serem clonados e, posteriormente, vendidos para municípios do interior e até para outros Estados.

 O motorista deve ficar atento no momento em que estiver chegando em casa. Deve verificar se não há pessoas estranhas próximas à garagem e, de preferência, nesses casos, dar uma volta no quarteirão da residência. Se for possível, entrar em contato com uma pessoa que esteja dentro do local onde está chegando para abrir o portão. E na pior das hipóteses, no momento da abordagem de um criminoso, o essencial é não reagir.

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