Governo do Amazonas promove ações socioeducativas para famílias com jovens e crianças da capital, que vivem em situação de trabalho infantil

Com o intuito de sensibilizar pais e familiares de jovens que vivem em situação de trabalho infantil na capital, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), realizou no último sábado, 11 de junho, diversas atividades socioeducativas para lembrar que o lugar de criança é na escola.  A mobilização denominada de “Virada da Proteção” contou com a participação do Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Infantil e da Secretaria Municipal Assistência Social e Desenvolvimento Humano (Semasdh).

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FOTO: NATHALIE BRASIL

As ações aconteceram no Centro de Convivência Magdalena Arce Daou, bairro Santo Antônio, zona oeste, para onde foram levados os jovens que fazem malabares e vendas diversas nos sinais de trânsito da capital, e também os pais que convivem com essa realidade. No local, foram oferecidos serviços de cidadania, como expedição de documentos, atividades de lazer, e reuniões com as famílias.

Os bairros Colônia Antônio Aleixo e Zumbi dos Palmares, ambos na zona leste, são os que apresentam a maior quantidade de jovens que atuam nessas condições de trabalho em Manaus.  As precárias condições socioeconômicas são os fatores principais para a atuação desses jovens nas ruas em geral, como no Centro de Manaus, e, ainda, nos cruzamentos das ruas do bairro Adrianopólis, zona centro-sul, e praças de alimentação dos bairros Dom Pedro, zona centro-oeste, e Parque Dez, zona centro-sul, neste último, na praça do Eldorado.

“O Amazonas, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2014, apresenta mais de 70 mil crianças inseridas no trabalho infantil formal e informal. Com esse trabalho que realizamos fortalecemos a questão de que o lugar dessas crianças é na escola e não nessas condições, que ferem os seus direitos e deveres”, comentou a secretária da Sejusc, Graça Prola, que acompanhou a ação.

Sensibilização – Consciente de que essa prática do trabalho infantil torna o filho vulnerável na sociedade, o eletrecista Adolfo Cavalcante, 46, achou importante a mobilização concedida para as famílias. “Gostei muito de poder trazer meu filho para tirar os documentos de identidade e CPF, para que ele e outros jovens comecem a se preparar para o mercado de trabalho digno. Não queremos que o futuro deles seja na rua, e quando temos orientação, tudo facilita para não cometermos esses erros”.

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