FOTO: DIVULGAÇÃO/SUSAM

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), instalou em Manacapuru, município a 68 quilômetros de Manaus, uma Sala de Situação de Resposta Rápida em Sarampo. A estratégia, conforme explica o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, tem como principal função intensificar as ações de vigilância em saúde e assistência aos pacientes com suspeita da doença. O município já registrou 152 casos suspeitos de sarampo. Nenhum ainda confirmado.

De acordo com o diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, a instituição encaminhou para Manacapuru 10 mil doses a mais da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo. “As doses extras são para a realização das ações de varredura e dos bloqueios necessários às pessoas que mantiveram contato com os casos suspeitos”, disse ele.

Albuquerque salienta que continuam em Manacapuru, por tempo indeterminado, técnicos da FVS, na área de epidemiologia e educação em saúde. “A Sala de Situação está em pleno funcionamento e está identificando e mapeando onde estão sendo notificados casos da doença. Até o momento, 18 bairros na área urbana e 14 comunidades rurais apresentam notificações de sarampo”, informou.

Segundo Albuquerque, Manacapuru apresenta baixa cobertura vacinal. É preciso, portanto, que as pessoas procurem as unidades de saúde do município para a imunização. “O sarampo é uma doença imunoprevenível, ou seja, pode ser evitada através da vacina, que está disponível em todas as unidades da rede atenção básica”, afirmou.

Plano de intensificação – O sarampo, que há 15 anos não era notificado no Amazonas, voltou a preocupar as autoridades de saúde em fevereiro deste ano, com o surto da doença no estado vizinho de Roraima, a partir dos casos introduzidos pelas áreas de fronteira com a Venezuela. Desde os primeiros casos de sarampo identificados em Boa Vista/RO, a FVS passou a executar um plano de intensificação das ações de vigilância epidemiológica, com foco na doença, em todo o Estado.

Em Manacapuru, 42% dos casos suspeitos são entre pessoas de 15 a 29 anos e 35% são menores de cinco anos de idade. “A FVS está procurando integrar a área da educação às ações que estão sendo realizadas, buscando sensibilizar esse público formado por estudantes”, destacou Albuquerque, complementando que a prevenção à doença deve ser vista como compromisso de todo cidadão.

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