FOTO: DIVULGAÇÃO/FCECON

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), incorporou à sua rotina, um novo tipo de procedimento, denominado ‘radioablação guiada por tomografia para o tratamento do câncer de fígado em estágio inicial’ (tumores malignos de até cinco centímetros). É a primeira unidade da região Norte, no Sistema Único de Saúde (SUS), a fazer a ablação (eliminação de tumores) por radiofrequência, considerada minimamente invasiva.

De acordo com a diretora-presidente da instituição, engenheira biomédica Ana Paula Lemes, a medida fortalece a assistência e garante um tratamento de maior qualidade ao usuário que busca tratamento especializado na unidade hospitalar.

A FCecon realizou, de 2017 até agora, seis procedimentos de radioablação em pacientes com tumores em estágio inicial ou intermediário, todos com resultados positivos. Os pacientes já estão recuperados e seguem sendo acompanhados por equipe multidisciplinar da instituição.

O especialista em cirurgia do aparelho digestivo, médico da FCecon, Sidney Chalub, explica que o procedimento consiste na introdução de uma agulha de radiofrequência, guiada por aparelho de tomografia, direto no tumor hepático. Através dela, são enviados até 460 quilohertz (ondas de radiofrequência), que quando liberados, causam, através do calor, a coagulação e a necrose celular, eliminando o tumor e levando à cura do paciente.

Chalub explicou que a terapia, em geral, é indicada para pessoas com mais de 18 anos. “Por ser minimamente invasivo, ele dispensa a abertura do corpo do paciente. Além disso, o tempo de internação pós-procedimento é de apenas um dia. Os benefícios são inúmeros. Estamos absorvendo, aos poucos, pacientes que necessitam desse tipo de terapia”, frisou o especialista.

Na seleção dos pacientes, são considerados, principalmente, aqueles que, por questões clínicas, não estão aptos à cirurgia aberta (convencional), ou, tumores localizados em regiões de difícil acesso cirúrgico. “A taxa de cura desse tipo de procedimento chega a quase 100%. É bem semelhante à cirúrgica, com a diferença que a ablação dura, em média, uma hora. Uma cirurgia tem o tempo de duração maior e os riscos de hemorragia ou outras complicações também são elevados”, explicou.

A radioablação é feita, na FCecon, com o suporte do Serviço de Imagenologia, e envolve equipe multidisciplinar, composta por técnico de radiologia, médico radiologista e anestesista, já que necessita de sedação. Ela pode ser aplicada no tratamento de tumores sólidos, em diversos órgãos do corpo. No caso do fígado, pode abranger tumores primários ou derivados de metástases.

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