Expedição Cultural leva oficinas, vivência e apresentações para Borba, Nova Olinda do Norte e Autazes

Na manhã deste sábado (16/11), um grupo de 12 profissionais sairá de Manaus com destino a Borba, primeira parada da Expedição Cultural realizada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, uma das ações lançadas pelo Governo do Amazonas no início deste mês. Até o dia 24, a edição de estreia do projeto ainda passará por Nova Olinda do Norte e Autazes, com atividades que fomentem a vida cultural dessas localidades.

A Expedição Cultural ficará dois dias em cada um dos três municípios, com oficinas de dança (ministradas por bailarinos do Balé Folclórico do Amazonas), workshops de grafite (com o artista visual Alessandro Hipz) e de elaboração de projetos culturais (com a economista Karla Martins), sessões de cinema, vivência com o cantor e compositor Antônio Pereira e apresentações dos nomes que compõem a expedição e dos artistas das cidades.

“A ideia da expedição é plantar sementes. Toda a ação está sendo desenvolvida em parceria com as prefeituras dos municípios, porque nossa ideia é chegar e mostrar alternativas de desenvolvimento cultural para cada localidade, com apoio do Estado, mas sem a dependência dele. Muito em breve estaremos chegando a mais comunidades porque o objetivo é percorrer todo o interior”, explica o secretário estadual de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz.

Apolo destaca que, em cada município, o projeto vai promover oficinas que ajudem os artistas locais a potencializar seu trabalho, além de vivências com artistas da capital, que permitirão uma troca de experiências e a abertura de novos horizontes. “Pensamos em levar ferramentas que possibilitem aos artistas espalhados pelo nosso Estado conhecer como concorrer a um edital e como viver do trabalho artístico, pois nós acreditamos no poder social da cultura e na importância da economia criativa”, ressalta.

Com experiência em ministrar oficinas de arte urbana em Manaus e no interior, o artista visual Alessandro Hipz salienta que a atividade é voltada para o público de todas as idades e não precisa ter experiência ou habilidades em desenho. “O trabalho com spray é bastante intuitivo, vamos desenvolvendo na hora, aprimorando a coordenação motora. Claro que a prática vai aperfeiçoando, mas não é preciso saber desenhar para participar”, esclarece.

Hipz observa que o grafite desperta muito interesse na juventude e, por isso, espera uma grande participação na expedição. “O que eu tenho visto é que todos, mas especialmente os jovens, se veem muito representados nessa arte. E, como a ação é toda muito prática, vamos deixar em cada município um mural coletivo, que vai lembrar essa semente que foi plantada e fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade”, conclui.

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