FOTOS: AGUILAR ABECASSIS/SECOM

As escolas de Ensino Fundamental dos Anos Iniciais (1º ao 5º ano) e Finais (6º ao 9º ano) da rede pública estadual do Amazonas tiveram crescimento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e atingiram as metas previstas para os anos de 2021 e 2019, respectivamente.

O levantamento foi divulgado pela Assessoria Executiva de Avaliação da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino do Amazonas (SEDUC/AM) e toma como base os dados de aprovação escolar e as médias de proficiência obtidas nas provas da última edição do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) em 2017.

De acordo com o levantamento, nos Anos Iniciais (1º ao 5º ano) do Ensino Fundamental, o IDEB, em 2017, chegou a 5,8, índice superior ao registrado na última avaliação, em 2015, cuja marca era de 5,5. Além do crescimento, o atual índice registrado supera a meta prevista para o ano de 2021, que era de 5,5 e que, inclusive, já havia sido alcançada em 2015.

Nos Anos Finais (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental, o IDEB, segundo a última avaliação, saltou de 4,4 (2015) para 4,6 (2017). A marca alcançada ultrapassa a meta prevista para o ano de 2019, cujo índice esperado era de 4,4 e que, assim como nos Anos Iniciais, havia sido alcançado em 2015.

Crescimento histórico – O assessor Executivo de Avaliação da SEDUC no Amazonas, Jander Freitas, explica que os resultados para o ensino fundamental já eram esperados. “A rede estadual do Amazonas tem um trabalho muito forte nos Anos Iniciais e os números mostram isso. A gente percebe que nos Anos Iniciais, há crescimento desde a série histórica de 2005, ou seja, vem avançando e isso se repete, só que não tão forte, nos Anos Finais também, onde há um crescimento histórico desde 2005 a 2015”, destacou.

Ensino Médio – No Ensino Médio, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica apresentou queda. Em 2015, o IDEB registrado foi 3,5 e na última avaliação, em 2017, o número caiu para 3,3. Mas nesses dados há de se levar em conta que Ministério da Educação (MEC) alterou a metodologia de apuração em 2017 para o sistema censitário ao passo que em 2015 era por amostragem.

De acordo com a Assessoria Executiva de Avaliação da SEDUC/AM, a taxa de aprovação, que é usada para fazer o cálculo do índice, se manteve estável em 0,83 nos anos de 2015 e 2017, mas, a média de proficiência obtida a partir do desempenho na prova do SAEB, foi menor em 2017 (3,92) em relação ao ano de 2015 (4,21). No entanto, a pasta reitera que a nova gestão tem trabalhado fortemente nas ações para fortalecer todos os níveis de ensino.

Valorização dos professores – O cenário encontrado pelo novo governo, no ano passado, foi de professores desestimulados e desvalorizados e como processo de valorização concedeu o maior reajustamento da história do Amazonas para a categoria, 27,02%. Também liberou as progressões, paralisadas havia quatro anos, para 3.516 servidores, concedendo até 106% de ganho aos professores com grau de doutorado.

“Proporcionamos valorização aos professores e alguns passaram a ganhar mais que um professor da Ufam e da UEA”, ressaltou Lourenço Braga.

Programas educacionais – Já a partir de 1º de setembro, o governo paga mais 8,12% de reajuste aos servidores. Em paralelo com a valorização salarial, a nova gestão da SEDUC elaborou dois grandes programas para atacar de frente o problema dos déficits educacionais existentes no Estado. O primeiro foi o programa Qualificar que consiste na oferta de cursos de mestrado e especialização aos professores e pedagogos de toda a rede. Somente neste primeiro semestre foram disponibilizadas 120 vagas em quatro mestrados.

Em nível de especialização foram ofertadas 4.200 vagas divididas em dois cursos: Didática da Matemática e Letramento Digital.

A nova gestão da pasta entende que é preciso requalificar os professores para que eles tenham contato com a evolução educacional e, assim, transmitam conhecimento com eficiência aos alunos. Nos próximos dias, a SEDUC lança o primeiro MBA em gestão, voltado para a qualificação dos diretores escolares da rede pública estadual.

Entendendo que os alunos, o objetivo maior da educação, não podem ser punidos por problemas causados em outras gestões, o novo governo tomou a decisão de proporcionar reforço ao aprendizado escolar e implantou o Programa Conquistar. Um cursinho pré-vestibular com plataforma digital, na qual estão mais de 6.500 aulas voltadas para o Enem, SIS e PSC totalmente gratuitas. Com tais medidas, o novo governo ataca problemas que se arrastam há quatro anos.

Em 2019 o governo pretende retomar a Política de Bonificação, na qual premia os professores que obtiverem excelência nas avaliações externas e internas e que foi esquecida pelas últimas gestões.

Fortalecimento no ensino –  O assessor Executivo de Avaliação da SEDUC no Amazonas, Jander Freitas , ressaltou ainda que, a partir dos resultados obtidos, a SEDUC pretende traçar um planejamento que tem como propósito fortalecer as habilidades no ensino, a fim de alcançar melhores resultados.

“A Assessoria Executiva de Avaliação vai tabular todos os dados de fluxo (aprovação) e de proficiência tanto de Língua Portuguesa quanto de Matemática, analisar todas as habilidades onde não foram fortalecidas para indicar para a Secretaria Pedagógica e, a partir disso, convocar uma reunião com todos os diretores e gerentes e fazer uma reflexão do que foram os resultados, quais foram as nossas falhas, onde as nossas habilidades não foram bem fortalecidas, para já iniciar um planejamento em 2019, forte, para poder combater e impactar nos resultados as habilidades que não foram fortalecidas na última edição de 2017”, apontou Freitas.

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