Abordando a questão do ponto facultativo decretado nesta quinta-feira (1º) pelo Governo do Estado, o presidente David Almeida (PSB) disse que, embora não questione a autonomia dos poderes, considera não haver necessidade de paralisação do funcionalismo público estadual na véspera de um feriado nacional, quando os trabalhadores da iniciativa privada, que sustentam o poder público, estão trabalhando normalmente.

Para o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), que falou da tribuna durante o Pequeno Expediente, existe a necessidade de os órgãos públicos estarem funcionando, para que as crianças não fiquem sem aula e as pessoas possam ser atendidas nos postos de saúde, por exemplo. “Não vou falar a respeito da autonomia dos poderes, mas não sou obrigado a seguir o que fazem os outros poderes”, argumentou.

David Almeida citou o caso da greve dos professores, que este ano paralisou as escolas durante dez dias, de modo que qualquer paralisação por ponto facultativo prejudica ainda mais o ano letivo e a reposição das aulas. “Por que o Amazonas tem sido sempre um dos últimos colocados em educação? Porque a cada oportunidade de reforçar o ensinamento dos alunos, o governo cria a oportunidade de não ensinar”, disse.

O deputado também comparou o ponto facultativo com a obrigação do trabalhador da empresa privada, que sustenta o poder público, que para ir trabalhar no Distrito Industrial acorda às 4:30 da manhã. “Portanto, é obrigação nossa vir trabalhar, porque a população paga um alto custo para manter os poderes, e nós temos de dar o retorno desse investimento que é feito pela população no serviço público”, finalizou.

COMPARTILHAR