Comentando uma pesquisa recente em que o Brasil aparece como um dos países que menos valoriza os professores e são desrespeitados dentro da sala de aula, o deputado David Almeida (PSB) defendeu nesta quinta-feira (29) a ampliação do número de Escolas Militares da Polícia Militar (EMPM) em todo o Estado do Amazonas, especificamente nos Centros de Ensino de Tempo Integral (CETI) da rede estadual.

Ele também propôs inverter o fluxo de conhecimento, preparando em parceria com o Polo Industrial de Manaus (PIM) preparando mão de obra especializada para a indústria.

O assunto foi tratado pelo deputado Dermilson Chagas (PP), em discurso da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), durante o qual David Almeida pediu aparte para comentar a questão e propor soluções ao novo governo. Para ele, as escolas da PM são “um modelo exemplar”, funcionando com ajuda das Associações de Pais e Mestres (APMs), que são ativas e contribuem para ajudar a escola na melhoria do ensino. “Mas esse modelo, apenas porque as APMs cobram uma taxa mensal para colaborar com a escola, está sendo questionada na justiça”, lamentou.

Defendendo que o modelo deve ser ampliado também para o interior, David referiu-se a uma proposta sua que é integrar não somente a PM ao ensino, porque o Estado não tem efetivo suficiente, mas compartilhar a administração com as forças armadas, nos municípios aonde existem os batalhões do Exército, fazendo parcerias com esses batalhões para cuidar das escolas de Tempo Integral nos moldes da disciplina militar. Ele citou como exemplo os municípios de Tabatinga, Tefé, Humaitá e São Gabriel da Cachoeira onde existem batalhões militares.

Outra sugestão do deputado David Almeida se refere ao ensino escola-
empresa com as indústrias do PIM, aproveitando que a partir de 2020 o
ensino médio vai se transformar em ensino profissionalizante no terceiro
ano, para colocar o aluno para estudar determinada empresa para ganhar
afinidade com sua linha de produção, que será também uma opção de
trabalho.“Hoje se vê os alunos das grandes multinacionais do Japão, da Coreia e outros países vindo para Manaus estagiarem nas empresas do PIM, que são empresas multinacionais que exportam mão de obra para todo o mundo.

Mas se os nossos alunos forem instruídos nesse modelo que propomos de
ensino escola-empresa, nós iremos exportar mão de obra para todo o mundo. E daqui sairão os engenheiros de tecnologia, os projetistas de novos modelos para trabalhar em outras partes do mundo”, argumentou.

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