foto:Assessoria de Comunicação/SUSAM

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) concluiu, na sexta-feira (9/3), curso de capacitação para 80 enfermeiros obstetras das maternidades Ana Braga e Balbina Mestrinho, da rede pública de saúde. O curso de “Acolhimento e Classificação de Risco em Urgência e Emergência na Obstetrícia (ACCRO)” está focado nas políticas de redução da mortalidade materna, do Sistema Único de Saúde (SUS), e foi realizado em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), de Recife.

O secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, informa que as ações de acolhimento e classificação de risco, abordadas durante o curso, devem ser implantadas na rotina das maternidades do estado. Após a formação, os profissionais participantes devem atuar na rede estadual de saúde como multiplicadores. “O objetivo é aperfeiçoar mais e mais esse atendimento, pois sabemos que quando o acolhimento é bem feito, reduzem-se as chances de complicações no parto e, consequentemente, de mortalidade da mãe e do bebê”, disse o secretário.

Esta é a primeira vez que o curso, que durou dois dias, foi ministrado na sua forma completa, aos enfermeiros da rede pública estadual de saúde. “Aprofundar os procedimentos do ACCRO possibilita que as equipes de Enfermagem possam fazer a correta classificação das parturientes, conforme a gravidade, durante a entrada nas maternidades”, disse o gerente de Maternidades da Susam, enfermeiro Edilson Albuquerque.

A qualificação se reflete diretamente no serviço oferecido na maternidade, segundo a enfermeira obstetra Thaíse Torres, que ministrou o curso pelo IDE. “Com a avaliação clínica obstétrica adequada na porta de entrada é possível fazer um rastreio da prioridade da paciente. Assim, podemos trabalhar em busca da redução da morbimortalidade materna, porque vamos estar prontos para perceber aquelas pacientes que precisam de respostas emergenciais mais imediatas”, afirmou.

Durante as 40 horas de curso, foram abordados temas como: Política Nacional de Humanização e de Atenção às Urgências; Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal; e Rede Cegonha. Dentro da temática específica, o curso levou para a sala de aula questões relacionadas ao acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência e emergência, o protocolo de classificação de risco em obstetrícia, as patologias mais comuns em gestação e parto, principais urgências e emergências obstétricas, exames clínicos e obstétricos das gestantes e a consulta de Enfermagem em Obstetrícia.

 Segundo o Ministério da Saúde (MS), a mortalidade materna no Brasil caiu 58% entre 1990 e 2015 – de 143 para 60 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos. Levando em consideração os dados de 2010 e 2015, sendo o último ano ainda com informações preliminares, a proporção da mortalidade materna diminuiu de 12%, saindo de 67,9 para 60 óbitos por 100 mil nascidos.

 

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