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Crise não intimida ações e funcionamento de espaços culturais no Amazonas

Enquanto a crise econômica atinge diversos estados brasileiros, acertando em cheio a cultura e as demais áreas sociais, o Amazonas tem despertado olhares por se manter firme no desenvolvimento da política cultural do estado. Destacam-se a manutenção de espaços culturais, escolas de artes, bibliotecas, e pagamento de salários sem atrasos das orquestras, coral, corpos de baile e demais servidores, que sob a gestão do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, seguem em plena atividade, com programação extensa e sem cancelamentos.

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 Para garantir a continuação das ações da política cultural foi necessária uma reestruturação inteligente, possibilitada por uma gestão iniciada em 1997, baseada na formação artística e de plateia. “A forte crise econômica que continua atingindo o país, de uma forma ou de outra, teve seus efeitos aqui. Reduzimos alguns gastos, isso é claro, mas o governo do Amazonas não deixou de priorizar a política cultural, nos permitindo trabalhar com todo afinco pela cultura do nosso Estado. Não suspendemos atividades de nenhum dos nossos corpos artísticos, não fechamos nenhum teatro, não encerramos nenhuma atividade dos nossos espaços culturais. Temos orgulho de dizer que o Amazonas, ao longo de 20 anos de políticas bem sucedidas na área cultural, ganhou destaque nacional e internacional como um grande polo artístico”, afirma o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga.

 De acordo com o Governador do Amazonas, José Melo, a continuação das ações culturais é uma das prioridades do seu governo. “Na cultura temos conseguido garantir uma diversidade de ações e programas, que valorizam os talentos da nossa terra nos mais variados segmentos da arte e incentivam a formação de novos artistas. É uma marca nossa, mesmo diante da crise econômica, oferecer opções culturais de altíssima qualidade. Não abrimos mão disso. Enfrentamos uma crise muito severa buscando sempre soluções que possam garantir a preservação dos nossos programas, dos nossos corpos artísticos, dos nossos espaços e inovando. Essas novidades vieram não só com novos espetáculos, mas sobretudo com o estabelecimento de parcerias com a iniciativa privada. As empresas estão sendo convidadas a investir na cultura do Amazonas e estão fazendo isso. É uma coisa que veio para ficar e vamos trabalhar para que cresça ainda mais”, garante.

 Na oportunidade da coletiva de imprensa do Concerto de Natal “Natividade”, realizado no dia 13 de dezembro, João Guilherme Ripper, presidente da fundação que mantém o Teatro Municipal do Rio e compositor da música do Concerto, parabenizou o trabalho e o esforço do Governo do Estado em manter os investimentos na cultura. “Vocês têm conseguido realizar muito por aqui. Eu sei que não é fácil, mas o esforço do Governo tem superado a crise e isso merece ser reconhecido”, ressaltou.

 Teatro Amazonas 120 anos

Além do Concerto de Natal, o Teatro Amazonas, que comemora este ano 120 anos, foi palco do 12º Festival de Teatro da Amazônia, XIX Festival Amazonas de Ópera e apresentações das Séries Guaraná e Encontro das Águas, e a estreia dos “Duetos Populares” em Agosto, que reuniu artistas amazonenses consagrados dos mais variados ritmos, do brega ao rock, do forró a MPB, em shows gratuitos para a população.

E a programação especial do Teatro Amazonas 120 anos não parou por aí. Foram 236 apresentações, sendo 163 gratuitas, 73 com bilheteria, 23 atrações nacionais e cinco internacionais. Além dos espetáculos, o Teatro também abriu as portas para a visitação gratuita para amazonenses, terça a sábado, e para todos os turistas nas terças-feiras.

Editais

Vale destacar ainda que só em 2016 foram lançados nove editais, sendo eles: Festival de Teatro da Amazônia; Edital de Fomento ao Audiovisual no Amazonas; Edital Área do Conhecimento Indígena e Arte Popular; Edital para Produção de Vídeo sobre a vida dos Ex-Governadores; Edital Concurso para Concessão de Prêmios de Projetos de Textos e Produções Teatrais com Temática Jurídica, indígena e de negritude; Edital de Credenciamento Público das Agremiações Carnavalescas; Edital do Concurso de Fantasias Adulto e Infantil; e dois editais de Cessão de Uso do Sambódromo e Arena do CCPA para o Carnaval e outros eventos.

Patrocínio e apoio cultural

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura,  deu apoio aos seguintes eventos: Virada Sustentável (espaço e Orquestra Amazonas Band); Festival Brasileiro de Trombonistas; Espetáculo Marcelo Mourão Gomes (espaço + produção de cenário + orquestra); Festival Curumim de Teatro de Bonecos; Amazônia Live (orquestra + coral). E patrocínio para lançamento de filmes e viagens de artistas para eventos culturais, além de Aquisição de telas e livros de autores amazonenses; Cessão de espaços para Festivais.

Saiba mais sobre os grandes eventos realizados em 2016 

12º Festival de Teatro da Amazônia

Uma das expressivas formas de arte, permitiu a esse Festival alcançar elevada grandeza no Estado e revolucionar o panorama das produções teatrais da Amazônia, desenvolvendo temáticas regionais de enfoque nacional e universal. O 12º Festival de Teatro da Amazônia contou com 13 espetáculos de vários estados brasileiros, duas oficinas, duas vivências, um debate e quatro lançamentos de livros sobre teatro.

19º Festival Amazonas de Ópera

O ano cultural do Estado começou com o anúncio do XIX Festival Amazonas de Ópera, que apresentou as óperas Médée, de Luigi Cherubini (1760 – 1842), e Adriana Lecouvréur, de Francesco Cilèa (1866 – 1950), e concertos e recitais com obras de Giuseppe Verdi (1813 – 1901), Benjamin Britten 1913 – 1976), Sergei Prokofiev (1891 – 1953) e muitos outros compositores, com a participação de todos os Corpos Artísticos do Amazonas e patrocínio do Banco Bradesco.

Merece destaque a parceria da Secretaria de Cultura do Amazonas com o Theatro São Pedro, de São Paulo, para a execução da ópera Adriana Lecouvreur. A peça, remontada no Brasil pela última vez no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1964, contou com a participação do elenco do São Pedro e dos principais cantores líricos amazonenses, como Carol Martins, Thalita Azevedo, Fabiano Cardoso e o saudoso Rafael Lima, além da renomada solista brasileira Daniella Carvalho, residente em Nova York.

 Série Guaraná 13

Enquanto algumas casas de ópera brasileiras sofrem com o efeito da crise, forçando suas respectivas orquestras a suspenderem atividades, a Orquestra Amazonas Filarmônica manteve sua agenda de 2016 sem nenhum cancelamento, com destaque a programação do Festival Amazonas de Ópera e das séries Guaraná e Encontro das Águas.

 A “Série Guaraná” voltou no mês de julho com a realização do concerto “América”, com a Amazonas Filarmônica apresentando obras de George Gershwin (1898 – 1937), Samuel Barber (1910 – 1981) e Leonard Bernstein (1918 – 1990), sob a regência de Luiz Fernando Malheiro e a participação especial do pianista Renan Branco, do Theatro São Pedro.

 Durante o ano de 2016, sob a regência de Malheiro e dos maestros Marcelo de Jesus e Otávio Simões, a Série Guaraná fez viagens sonoras a diversos lugares do mundo. Prova disso foram os concertos “Sucessos Orquestrais” e “Paris!”, que homenagearam nove países da Europa e América e a capital francesa.

 Na série, vários compositores, famosos e desconhecidos do grande público, foram louvados. É o caso de Hans Pfitzner (1869 – 1949), autor da ópera Palestrina, homenageado no concerto “Pfitzner–Villa-Lobos–Sibelius”; Darius Milhaud (1892 – 1974), autor de Saudades do Brasil, relembrado no concerto “Música Brasileira”; e o brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887 –1959), que se apresentou no Teatro Amazonas em 1911, compositor de Ave Maria N. 20.

 Série Encontro das Águas

Paralelamente à Série Guaraná, o Teatro Amazonas também recebeu a “Série Encontro das Águas”, cuja missão é unir a música erudita e a música popular. Na sua reabertura, no mês de julho, a Série trouxe ao palco do Teatro, sob a regência de Marcelo de Jesus, a Orquestra de Câmara do Amazonas e o Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas, juntamente com o Grupo Imbaúba, sob a liderança do poeta Celdo Braga.

Ainda em julho, a Amazonas Filarmônica, o Grupo Vocal do Coral do Amazonas e o Madrigal da Casa de Música Ivete Ibiapina apresentaram o espetáculo “Música no Castelo Mágico”, com as trilhas sonoras dos filmes da saga Harry Potter, em quatro dias de espetáculo. A repercussão e sucesso foram tão grandes que o público ganhou uma sessão extra.

Em agosto, relembrando a vida de um dos maiores ícones da música pop rock mundial, a Orquestra de Câmara do Amazonas subiu ao palco do Teatro para o concerto “OCAStar”, que prestou um tributo especial ao cantor David Bowie. O espetáculo contou com a participação da banda cover Blackstar, com direito a uma playlist no Spotify para entrar no clima da apresentação.

Setembro trouxe o Coral do Amazonas e o Balé Folclórico do Amazonas homenageando o grupo ABBA no Teatro Amazonas, com o concerto “ABBA: Uma Geração Apaixonada”. Sob a regência de Zacarias Fernandes, arranjos vocais de Moisés Rodrigues, Hilo Carriel, Davy Chaves, arranjos para banda de Cláudio Abrantes e direção coreográfica de Magda Carvalho, os dois grupos trouxeram os principais sucessos do grupo sueco, incluindo a famosa Mamma Mia.

Para fechar a Série com chave de ouro, setembro trouxe a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica, o Grupo Vocal do Coral do Amazonas e o Madrigal da Casa de Música Ivete Ibiapina no espetáculo “Muzikstation: continue?”, sob a regência de Marcelo de Jesus, com repertório consagrado das trilhas sonoras de consoles que marcaram uma geração, como SonicStreet Fighter e Castlevannia.

Duetos Populares

Para atender a todos gostos, Duetos Populares levou vários ritmos para o palco do Teatro Amazonas, do brega ao rock, do forró a MPB e pagode. O projeto proporcionou o inusitado encontro de Nunes Filho, o “Príncipe do Brega” com Sandrinha Andrade, a “Rainha do Bolero Lero”, e o encontro das bandas regionais “Imbaúba” e “Os Tucumanus”, e o Forrozão Já Kero e a Banda Xiado da Xinela, Lili Andrade e Candinho e Inês, Ases do Pagode e Cuca Fresca

 Corpos de baile

Durante o ano de 2016, o Corpo de Dança do Amazonas (CDA), a direção de Getúlio Lima, apresentou a temporada de CASARdá? ou Aqui você compra o tão sonhado sonho, de Alex Soares; Cabanagem, de Mário Nascimento; e Sagração da Primavera, de Adriana Góes e André Duarte.

Já o Balé Folclórico do Amazonas (BFA), com a direção de Conceição Souza e assistência de direção de Adam Souza, exibiu “Amazonas em Cena”, com a Orquestra de Violões do Amazonas; “Bem do Interior; e O Natal na Floresta do Cedro Vermelho”. E o Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas (BECDA). Dirigido por Monique Andrade, apresentou Por Um Momento, de Adriana Góes, e participou do concerto inaugural da Série Encontro das Águas de 2016.

 Orquestra de Violões do Amazonas e Amazonas Jazz Band

A temporada de atividades da Orquestra de Violões do Amazonas (Ovam) começou em abril, com o concerto “Regional 2”. A orquestra também participou do 19º Festival Amazonas de Ópera, com o espetáculo “Ópera Bem Temperada”, onde, junto com o Madrigal da Casa de Música Ivete Ibiapina, apresentou trechos de clássicos da ópera mundial. Outro sucesso da Ovam foi “Cuando la noche toca nuestra piel”, com o Madrigal da Casa de Música Ivete Ibiapina e o Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas.

Já a Amazonas Jazz Band apresentou clássicos do jazz e da Música Popular Brasileira, homenageando artistas renomados, como Daniel Barry, Baden Powell e outros. No concerto “Coisas do Brasil”, a orquestra homenageou Maurício Einhorn e Ary Barroso, com as peças Estamos Aí Luxo Só. O ano chegou ao ápice para a orquestra com a temporada “FAZ 10 Anos – Uma Retrospectiva”, com os sucessos das 10 edições do Festival Amazonas de Jazz. 

Concerto de Natal “Natividade”

No final de 2016, todos os Corpos Artísticos da SEC se uniram para construir o espetáculo “Natividade”, com música de João Guilherme Ripper, história de Max Carphentier, direção cênica de William Pereira, regência de Luiz Fernando Malheiro, Marcelo de Jesus e Otávio Simões, figurinos de Fábio Namatame, direção de palco de Flávia Furtado, iluminação de Fábio Retti e direção geral de Robério Braga. O concerto contou com a participação 500 artistas, além de 1367 profissionais indiretos.

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