Foto: Marcello Nicolato/Amanda Lelis

Quem são as mãos e rostos que fazem a ciência no Brasil? Categoria tão importante quanto pouco vista e reconhecida, as pesquisadoras e pesquisadores estão em diversas fronteiras e palcos da realidade, onde a presença deles se faz mais necessária. É o caso da região amazônica e seus gigantescos desafios e possibilidades.  Para contar as histórias e mostrar os trabalhos de pessoas que vivem a ciência em prol da conservação, o Instituto Mamirauá lançou neste domingo (08/07), Dia Nacional da Ciência e Dia Nacional do (a) Pesquisador (a), a websérie “Vida de Pesquisador”. Os episódios estrearão aos domingos e quartas de julho e agosto no canal do instituto no YouTubee no Facebook.

A primeira temporada da produção terá 12 (doze) episódios, cada um com cerca de 7 (sete) minutos de duração e dedicado a um cientista do Instituto Mamirauá. São biólogos, oceanógrafos, arqueólogos, sociólogos e outros profissionais (veja o perfil de cada um deles abaixo) que trabalham e moram na Amazônia Central em projetos de conservação da biodiversidade e manejo de recursos naturais. Pessoas vindas de diversos cantos do Brasil e de outros países e encontraram nas matas e águas amazônicas inspiração e motivos para criar, descobrir e expandir os caminhos da ciência.

As gravações foram feitas entre os meses de janeiro e junho de 2018 nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, duas enormes unidades de conservação, e na sede do Instituto Mamirauá, na cidade de Tefé, estado do Amazonas. Na região, o instituto desenvolve iniciativas de pesquisa e extensão para a proteção ambiental e melhoria da qualidade de vida das populações locais, como estudos sobre a ecologia de onças-pintadas, do peixe-boi amazônico e de tecnologias sociais.

O lançamento da websérie “Vida de Pesquisador” será feita em uma data que se comemora os feitos e o papel da ciência e dos pesquisadores no Brasil. “A ciência tem um papel fundamental no desenvolvimento de qualquer país, e não só na conservação da biodiversidade, mas também na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Existe uma visão de que a ciência está desconectada do cotidiano, mas o método científico permite que nós avancemos em vários aspectos da sociedade e em soluções para problemas globais”, afirma Emiliano Ramalho, coordenador de Pesquisa e Monitoramento do Instituto Mamirauá.

Como assistir a websérie “Vida de Pesquisador”

Os 12 episódios de “Vida de Pesquisador” estarão disponíveis no canal do Instituto Mamirauá no Youtube: https://www.youtube.com/InstitutoMamiraua. Vídeos novos serão lançados todos os domingos e quartas-feiras do mês às 17h (horário de Brasília). Os espisódios também serão divulgados na página do Instituto Mamirauá no Facebook.

“Vida de Pesquisador” é uma produção do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A websérie conta com apoio da Fundação Gordon and Betty Moore e Fundação Grupo Boticário.

Conheça os pesquisadores da primeira temporada:

Ana Claudeíse do Nascimento

Doutora em Ciências Sociais e Mestre em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal do Pará. Desde 2004, é pesquisadora do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Atualmente, é líder do Grupo de Pesquisa Populações Ribeirinhas, modos de vida e políticas públicas na Amazônia. A pesquisadora paraense tem experiência na área de Sociologia Rural, com foco nas áreas de socioeconomia e demografia, tecnologias sociais e processos de mudanças sociais na várzea amazônica.

Camila Carvalho de Carvalho

A bióloga tem experiência em Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos, através de trabalhos desenvolvidos no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos Reviva e no Centro de Reabilitação de Peixe-boi Amazônico de Base Comunitária e de projetos junto ao Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

Eduardo Kazuo Tamanaha

Graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, mestre em arqueologia pelo Programa de Pós-Graduação do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (2012) e doutorando em arqueologia pelo mesmo programa e instituição. Atualmente coordena as atividades do Laboratório de Arqueologia do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Também é colaborador do Laboratório de Arqueologia dos Trópicos do MAE-USP.

Emiliano Ramalho

O pesquisador estuda onças-pintadas nas florestas alagadas da Amazônia há quase quinze anos. Seu ponto de partida acadêmica na área, após a graduação, foi a Reserva Mamirauá, onde ele iniciou uma pesquisa pioneira sobre a ecologia, estimativa populacional e comportamentos desses felinos na região. Desde então, investigando aspectos biológicos das onças, o pesquisador chegou à titulação de PhD pela Universidade da Flórida.

Fernanda Paim

A pesquisadora trabalha com projetos em primatologia e conservação no Instituto Mamirauá desde 2005, logo após a gradução em Ciências Biológicas. Foi na região que desenvolveu sua dissertação e tese acadêmicas com foco no macaco-de-cheiro-de-cabeça-preta, espécie somente encontrada na Reserva Mamirauá.

Hilda Chávez

Bióloga mexicana e apaixonada pelo Brasil, trabalha com conservação de peixes-boi amazônicos no Instituto Mamirauá. Integra o Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos da instituição, atuando em educação ambiental em comunidades ribeirinhas com foco na espécie e reabilitação de peixes-boi em situação vulnerável.

João Paulo Borges Pedro

O engenheiro ambiental tem experiência na área de saneamento em comunidades rurais na Amazônia. Atualmente é pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá na área de tratamento de efluentes domésticos, sendo integrante do Grupo de Pesquisa em Inovação, Desenvolvimento e Adaptação de Tecnologias Sustentáveis.

Louise Maranhão

Louise Maranhão é médica veterinária e colabora nos grupos de pesquisa de Ecologia de Vertebrados Terrestres e Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Pós-graduanda na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, da Universidade de São Paulo. Possui experiência com animais selvagens com ênfase em projetos que envolvam captura, anestesia e epidemiologia.

Maria Cecília Gomes

É pesquisadora do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e líder do Grupo de Pesquisas Inovação, Desenvolvimento e Adaptação de Tecnologias Sustentáveis e membro do Grupo de Pesquisas Populações Ribeirinhas, Modos de Vida e Políticas Públicas na Amazônia. É engenheira ambiental com experiência em saneamento rural, aproveitamento de água de chuva, sanitário seco em áreas alagáveis e monitoramento ambiental.

Marília de Jesus da Silva e Souza

Doutora em Antropologia Social (2017), trabalha em projetos na região do Médio Solimões desde 1997, desenvolvendo atividades de extensão e pesquisa. Tem experiência na área de Antropologia Rural com ênfase nos estudos de cultura material, conhecimentos e saberes tradicionais de artesãos em comunidades ribeirinhas na região do Médio Solimões, relações sociais de gênero e organização social de mulheres artesãs em Unidades de Conservação de Uso Sustentável. É curadora da Coleção Etnográfica do Instituto Mamirauá.

Miriam Marmontel

Miriam Marmontel nasceu no Rio Grande do Sul e faz parte da equipe de pesquisa do Instituto Mamirauá há mais de 20 anos. Atualmente lidera o Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos da instituição. A pesquisadora é graduada em Oceanologia Biológica e Geológica pela Universidade Federal do Rio Grande, mestre em Oceanografia, pela Universidade de Miami e doutora em Recursos Florestais e Conservação, pela Universidade da Flórida. Desde 2016, a pesquisadora é presidente da Sociedade Latino-americana de Especialistas em Mamíferos Aquáticos.

Paulo de Jesus do Nascimento

Nascido na cidade de Fonte Boa, no Amazonas, Paulo de Jesus do Nascimento é biólogo e desde criança se interessa por ciência e meio ambiente. Ingressou no Instituto Mamirauá no Programa de Iniciação Científica e hoje integra o Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal. Atualmente, o pesquisador acompanha o crescimento de plantas em diferentes ambientes das florestas de várzea e terra firme na Amazônia.

Texto: João Cunha

Fonte: Instituto Mamirauá

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