Fotos: Divulgação / Semulsp

A Comunidade do Ramal Água Branca 1, situada no KM 32 da Rodovia AM-010, recebeu, nesta quinta-feira, 20/9, equipes da Prefeitura de Manaus para tratar da coleta de resíduos na área e a possibilidade de implantação de novas modalidades de tratamento de lixo no local.

Para o subsecretário de Gestão da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), Eisenhower Campos, o encontro é importante, uma vez que se trata de uma comunidade inserida em Área de Preservação Ambiental. “Estamos aqui para ouvir as demandas dos moradores e propor soluções viáveis para esta área, que se encontra dentro de um corredor ecológico importante para a nossa cidade. Então, a responsabilidade aumenta. Por isso, vamos alinhar bem as ações de educação ambiental e sensibilização junto aos moradores”, avaliou.

No local, a coleta de resíduos acontece todas as quartas-feiras. Representantes das comunidades buscam alinhar a implantação de novos pontos fixos de coleta. “Estamos buscando o diálogo com a Prefeitura de Manaus, a fim de ajustar melhor a coleta. Fico muito feliz por ter reunido essas lideranças aqui e ter recebido a visita dos representantes da Prefeitura”, comentou o presidente da comunidade, Manoel Fillizolla, que já marcou uma nova reunião para a próxima semana.

O morador Thiago Valente, que está há 10 anos no local, disse que muitos moradores já separam o lixo orgânico do seco, mas que a prática mais comum continua sendo queimar o lixo. “Mesmo tendo coleta, a maioria dos moradores acaba queimando os resíduos. E isso é perigoso e prejudicial a nossa terra. Por isso, estamos buscando apoio da Prefeitura para melhorar as práticas por aqui”, disse.

Segundo Eisenhower Campos, a proposta da Semulsp é realizar uma série de ações junto aos moradores, massificando a compostagem orgânica e o uso desse produto nas hortas e plantações dos moradores, para reduzir a quantidade de lixo gerada na área e diminuir as queimadas. “A questão dos novos pontos de coleta será alinhada com os moradores. Mas, nossa principal meta é disseminar a compostagem e beneficiar os próprios terrenos com adubo. Estamos dentro de uma área cheia de igarapés, nascentes e lagos puros. Precisamos cuidar da nossa biodiversidade”, defendeu.

A reunião, mediada pelo Conselho Deliberativo da APA Adolpho Ducke, que engloba esta comunidade, contou com a presença das Secretarias de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e de Educação (Semed), além da Semulsp. “O Conselho reúne 22 instituições de todas as esferas públicas, com intuito de proteger uma área importante para Manaus. É um universo da biodiversidade pertencente à população local. Mas, há muitas dificuldades para os moradores, principalmente os das vicinais do ramal, e estamos aqui para ajudá-los”, disse a presidente do Conselho, Fátima Nascimento.

Para ela, a principal preocupação é com as queimadas. “A prática de tocar fogo no lixo é muito perigosa. Além da poluição do ar e da queima de espécies da flora, ainda há riscos para a fauna e para os próprios moradores. Precisamos combater fortemente isso e a ajuda da Semulsp é valorosa neste sentido. Confiamos num resultado positivo dessas reuniões”, concluiu.

O evento contou com a participação das equipes de conscientização da Semulsp e dos Garis da Alegria que, com brincadeiras e números musicais, passaram a mensagem de preservação e importância de se manter os rios limpos. O ramal da Água Branca 1 conta com 14 km de via principal e mais de 200 moradores.

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