Botafogo tem vitória em Brasília, e TST condena Willian Arão a pagar indenização de quase R$ 4 milhões

O Botafogo teve uma importante vitória, nesta quarta-feira, no caso Willian Arão. Por 2 votos a 1, a turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que o jogador, atualmente no Flamengo, deve pagar R$ 3.920.760,00 de indenização ao clube por reparação de perdas e danos. Ainda cabe recurso dentro do próprio TST.

Em sua ação inicial, o Botafogo pedia o pagamento de multa de R$ 20 milhões ou o restabelecimento do vínculo contratual do volante com o Alvinegro, mas a Justiça determinou que ele segue normalmente no Flamengo, precisando pagar a indenização de quase R$ 4 milhões ao ex-clube.

O Flamengo não é parte envolvida na disputa judicial entre Willian Arão e o Botafogo.

O contrato de Arão com o Botafogo, assinado em janeiro de 2015, previa renovação automática por mais um ano, em caso de depósito de R$ 400 mil. Nesse caso, a multa do jogador passaria a valer R$ 20 milhões, com os direitos econômicos sendo divididos entre clube (70%) e jogador (30%).

Em novembro daquele ano, o Alvinegro chegou a depositar duas vezes o valor para acionar o dispositivo de renovação automática, mas ambos foram devolvidos pelo volante, que já desejava se transferir para o Flamengo, o que ocorreu no início de 2016.

 

A Justiça tornou sem efeito a cláusula por entender que o contrato feria a nova resolução da Fifa, que proibia investidores de terem direitos econômicos de atletas. O Botafogo se apegou a uma nova determinação da Fifa para reverter as decisões em instâncias inferiores.

O clube defende que, em julho de 2018, a entidade estabeleceu que o atleta não pode ser considerado terceiro nos casos de direitos econômicos. Segundo o departamento jurídico do alvinegro, a Fifa até então não havia deixado clara a questão.

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