FOTO: DIVULGAÇÃO/AFEAM

Com um orçamento de R$ 125 milhões para financiar o empreendedorismo, o atendimento da Agência de Fomento do  Estado do Amazonas S.A. (Afeam) começa mais cedo em 2018. Em 5 de fevereiro inicia em Manaus, com o agendamento das palestras do Banco do Povo pelo site, e no dia seguinte nos municípios do interior, com as ações itinerantes por calha de rio. O calendário pode ser acompanhado no www.afeam.am.gov.br, ainda nesse mês de janeiro.

A antecipação do recebimento das demandas dos empreendedores, dos mais variados setores econômicos, se deve ao ano eleitoral, para que todas as etapas do processo sejam concluídas em setembro. Assim como nos anos anteriores, o recebimento e acompanhamento das solicitações de crédito serão feitos em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Com uma atenção especial neste ano ao setor primário, as ações itinerantes começam em 6 de fevereiro pela Calha do Alto rio Solimões (Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins) mais os municípios de Jutaí e Fonte Boa. Para os empreendedores dessas localidades, a liberação do crédito aprovado será no início de abril.

“Nesse ano, a Afeam está com um orçamento R$ 35 milhões maior que o de 2017 e nossa prioridade é o setor primário, ao qual destinaremos inicialmente R$ 40 milhões, valor que pode aumentar, conforme estamos planejando com a Secretaria de Produção Rural”, destaca o presidente da Afeam, Alex Del Giglio.

Do total orçamentário para aplicação em todo o Estado, R$ 100 milhões são do Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas (FMPES), gerenciado pela Afeam, e os demais R$ 25 milhões são recursos próprios da Agência de Fomento.

Dos R$ 100 milhões do FMPES, R$ 40 milhões vão para o setor primário, incluindo R$ 5 milhões para apoio à feiras e exposições agropecuárias. Mas o interior amazonense tem ainda à disposição recursos para os setores comercial, de serviços e atividades industriais, como agroindústrias.

A prioridade é o investimento nas cadeias produtivas, conforme definido no 17º encontro do grupo técnico do FMPES, em novembro passado. A essa política, explica o Diretor de Crédito da Afeam, Jacques Douglas, estão sendo destinados R$ 20 milhões. “Castanha, mandioca, manejo do pirarucu, pesca, fruticultura, pecuária de corte e de leite são algumas das atividades mapeadas”, destaca.

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