Fotos: José Nildo / Semsa

A Prefeitura de Manaus está intensificando as ações de controle da malária na Vila do Tarumã, zona Oeste, área considerada de risco, com 27 casos registrados da doença. O trabalho, previsto no Plano de Intensificação de Controle da Malária, lançado nesta semana pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, tem o objetivo de eliminar os criadouros do mosquito Anopheles, pois a fêmea carrega e transmite o protozoário do gênero plasmodium causador da doença.

A ação está sendo executada por equipes das secretarias municipais de Saúde (Semsa) e de Limpeza Urbana (Semulsp), que realizam a limpeza das margens do igarapé e aplicam o fumacê (nebulização de inseticidas que matam os insetos adultos enquanto estão voando), além da investigação de casos, diagnóstico rápido e tratamento imediato da doença.

“Os igarapés da cidade, em especial na região do Tarumã, estão recebendo atenção redobrada das equipes de limpeza. A capinação e limpeza do leito dos rios ajuda a combater a proliferação dos mosquitos”, ressaltou o subsecretário operacional da Semulsp, José Rebouças.

Em locais de risco, o controle da doença começa pela investigação, buscando saber por que locais a pessoa passou e se apresentavam risco da doença ou não, seguido pelo diagnóstico através do método de gota espessa, onde o agente coleta uma amostra de sangue para verificar se a pessoa carrega ou não o protozoário.

“A prevenção da malária em áreas de risco, como o Tarumã, é constante, porém diante do aumento significativo nos casos, desde julho deste ano, buscamos intensificar essas ações e conter o surto, levando melhor qualidade de vida à população”, informou o secretário municipal de saúde, Marcelo Magaldi.

O controle da malária em áreas como a Vila do Tarumã é realizado por agentes que fazem a coleta de material para o diagnóstico rápido nas casas quinzenalmente, ou, uma vez por semana, caso haja casos confirmados na residência.

“Quando nos deparamos com a confirmação da doença, aplicamos o método de tratamento imediato, que consiste no uso do medicamento que combate o parasita no período de sete dias, após isso, é necessário que o paciente realize a Lamina de Verificação de Cura (LVC), quando será confirmada a eficiência do tratamento” explicou o servidor do Setor de Controle de Endemias do Distrito de Saúde Oeste, Rubens dos Santos.

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